(Source: ryanhigainspired)
(Source: flowyogamexico)
O que eu digo que estou escrevendo:
O que eu sinto que estou escrevendo:
A seal helping a turtle get back into the water.
(Source: ray-moro)
Para começar, é preciso definir o ateu.
Costuma-se dizer que ateu é aquele que diz não acreditar em Deus. Entretanto, conheço muitos que negam existir Deus, mas vivem como o melhor dos crentes. Efetivamente existem “santos ateus”. Conheci um assim. Dr. Luiz Antônio dos Santos Lima, natalense, médico dos cancerosos, inteiramente devotado ao serviço inegoístico e seu mais ardente desejo era encontrar Deus, mas um Deus que não aquele que tem sido ensinado ao público. Ele queria um Deus que escapasse ao antropomorfismo, e, com isto, parecia ateu.
Sidharta, o Buda, é considerado um avatara, uma encarnação da própria Divindade. O Budismo é uma escola de ascetismo ateu, e ele, como outros, foi portanto um santo ateu. Silenciaram sobre um Deus pessoal, preso ao tempo, às formas e aos nomes. Não definiram nem descreveram Deus. A meta de um budista é o nirvana, e o meio de alcançar esta libertação é a iluminação. Esta não se consegue sem uma disciplina muito austera, que lhes dá a aparência de religiões. Seriam portanto religiões sem Deus, pelo menos um Deus tecido pela mente humana.
Quando se é ateu, se é em relação a determinado Deus, a um Deus concebido por uma mentalidade primitiva. É-se ateu, às vezes, por insatisfação sábia.
À medida que se galga um maior grau de consciência, as noções mais primitivas que se fazem da Divindade vão sendo deixadas para trás, para as mentes que ainda as aceitam. E as noções mais altas, as mais libertadores e grandiosas, as menos antropomorfizadas, vão sendo alcançadas somente pelos que se aprofundam na ciência, na filosofia e na meditação.
(by @vinivalle)